O segmento fechou o ano de 2011 com um saldo positivo. A meta agora é manter esse crescimento consistente
O mercado de motos no Brasil é promissor e ocupa o quinto lugar entre os maiores do mundo em 2011 foi, sem dúvidas, um bom ano para o setor de duas rodas.Os dados da Abraciclo - Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares - que mostram um aumento de 16,8% na produção de motocicletas em relação a 2010, são prova disso. No ano passado foram fabricadas 2.137.147 novas motos no País.
O aumento na produção é reflexa das vendas. Ainda segundo a Abraciclo, o número de emplacamentos em 2011 alcançou 7,6% passando de 1.804.011 para 1.940.297 unidades novas circulando pelo País.
E olha que esse aumento nas vendas poderia ter sido ainda maior, acredita Roberto Akiyama, presidente da Abraciclo, não fossem as medidas preventivas adotadas pelo governo: '' Com maior rigor na liberação do crédito, o usuário de motocicleta, majoritariamente das classes C e D, tem dificuldade para conseguir o financiamento, o que freou as vendas. Passamos por um rigoroso processo de recuperação e de mudança de procedimentos e hoje o mercado cresce de forma mais consistente.
Para 2012 as previsões são boas. A entidade aposta num crescimento de 5% nas vendas e 5% nas produções, somando 2.252.000 motocicletas fabricadas. Um aumento pequeno, mas consistente em relação à crise. '' Nossas projeções para 2012 consideram uma continuidade dos efeitos no setor das medidas governamentais ainda no início de 2012. Devemos salientar os esforços atuais do Governo em reverter essa situação, reduzindo taxas de juros e buscando minimizar os impactos da crise internacional atual'' adianta Akiyama
Já as vendas para o mercado externo devem crescer ainda mais, caso desvalorização do dólar persista. De acordo com previsões da Abraciclo, o mercado em 2012 deve fechar com 98 mil unidades exportadas, uma diferença de 46% sobre os números esprados em 2011.
Como conseqüência desse crescimento, o mercado de autopeças também deve continuar aquecido, acreditam os representantes do setor.

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