Antonio Carlos Aguiar, o "Vitamina", foi um dos pioneiros na arte de correr com carros e motos.
Em
uma época em que não havia competições profissionais, deixou sua marca
registrada pelo esporte a motor, e com muito amor e dedicação se tornou
um dos percursores em corridas.
Seu grande diferencial foi
justamente ter um talento que permitia que corresse tanto na categoria
automotiva quanto na motociclística.
Fazia das duas categorias um
hobby e por isso não levou adiante a carreira de piloto. Sempre correu
pelo prazer de correr, nunca se vinculou a nenhuma "scuderia", mesmo
sendo um piloto rápido e técnico.
Começou a competir cedo, em
1954 com 16 anos. Com automóveis foi em 1957, com 18 anos em Piracicaba
(SP) com um carro Chevrolet/Corvette de Luiz Valente, na categoria
"Mecânica Nacional -Força Livre".
Vida
Carlinhos nasceu em 19 de setembro de 1938, em São Paulo, no bairro da Pompéia, filho de Arlindo Aguiar, que já corria na categoria Carros Adaptados de Corrida, que depois passou a se chamar Mecânica Nacional e eventualmente também de carreteras.
Arlindo sempre foi ligado aos automóveis, tinha no bairro da Pompéia em São Paulo, uma oficina mecânica em sociedade com "Pipoca", que depois se tornaria mecânico nas pistas.
Carlinhos nasceu em 19 de setembro de 1938, em São Paulo, no bairro da Pompéia, filho de Arlindo Aguiar, que já corria na categoria Carros Adaptados de Corrida, que depois passou a se chamar Mecânica Nacional e eventualmente também de carreteras.
Arlindo sempre foi ligado aos automóveis, tinha no bairro da Pompéia em São Paulo, uma oficina mecânica em sociedade com "Pipoca", que depois se tornaria mecânico nas pistas.
Competições
Diz
que foi seu por muitos anos o recorde de volta para carreteras em
Interlagos, recorde esse estabelecido num treino de "Mil Milhas
Brasileiras".
Participou de corridas de moto, em todas as
categorias, e em automóveis, nas categorias "Esporte", "Carretera",
"Turismo Força Livre" além das fórmulas "Mecânica Nacional e
Continental".
Em 1956, Antônio Carlos, recebeu o título de
melhor esportista do ano, e foi muito comemorado pelo atleta. Na época
um piloto era mais festejado por estar em evidência com participações em
diversas provas do que por receber propriamente títulos.
As publicações da época destacavam qualidades do corredor como: evidência, coragem e eficiência.
Características que marcaram sua história no mundo das rodas, sejam elas de carros ou de motos.
Na
categoria de carros, a premiação que ficou marcada em sua memória foi a
da prova dos 1.000 km de Brasília, que ocorreu na época da inauguração
de Brasília, uma competição de rua. O troféu tinha mais de 1,5 mt de
altura. Apesar de vencer não recebeu o prêmio.
Em competição de
moto, destaca o título de Campeão Brasileiro de 500 cc, diz que ficou
guardado em seu coração. Lembrança essa que não escapa à memória, já que
competiu de pé quebrado e na ocasião mandou fazer uma bota
especialmente para a corrida. A faixa da premiação foi entregue há pouco
ao piloto.
Aguiar, acompanha as competições de Fórmula 1 e
Fórmula Indy, pela TV. E afirma que grande diferencial das corridas de
hoje e das de sua época é a qualidade das máquinas e destaca também os
bem cuidados autódromos.
Perguntado se mudaria algo em sua
trajetória, o ex piloto afirma que compraria motos e carros bons para
competição, que em sua época não tinha dinheiro para investimento.
Antonio,
relembra corredores que fizeram sucesso como, Caio Marcondes Ferreira, o
Luiz Pompeu Camargo (o Veludo), "Eles ousavam, compravam máquinas
caras, contraíam dívidas, que nem sempre pagavam e depois encaravam as
consequências, às vezes protesto mas nem ligavam", diz saudoso.
O
ex atleta, dia que os fãs da velocidade não entendem que tudo depende
da qualidade do carro. Julgam o piloto, sem saber dos problemas da
máquina. O piloto precisa ser bom e ter bom motor para vencer.
Fonte: Motoecia.com.br



