sexta-feira, 27 de abril de 2012

Antonio Carlos Aguiar, a lenda dos esportes sob rodas



Antonio Carlos Aguiar, o "Vitamina", foi um dos pioneiros na arte de correr com carros e motos.

Em uma época em que não havia competições profissionais, deixou sua marca registrada pelo esporte a motor, e com muito amor e dedicação se tornou um dos percursores em corridas.

Seu grande diferencial foi justamente ter um talento que permitia que corresse tanto na categoria automotiva quanto na motociclística.

Fazia das duas categorias um hobby e por isso não levou adiante a carreira de piloto. Sempre correu pelo prazer de correr, nunca se vinculou a nenhuma "scuderia", mesmo sendo um piloto rápido e técnico.

Começou a competir cedo, em 1954 com 16 anos. Com automóveis foi em 1957, com 18 anos em Piracicaba (SP) com um carro Chevrolet/Corvette de Luiz Valente, na categoria "Mecânica Nacional -Força Livre".
Vida

Carlinhos nasceu em 19 de setembro de 1938, em São Paulo, no bairro da Pompéia, filho de Arlindo Aguiar, que já corria na categoria Carros Adaptados de Corrida, que depois passou a se chamar Mecânica Nacional e eventualmente também de carreteras.

Arlindo sempre foi ligado aos automóveis, tinha no bairro da Pompéia em São Paulo, uma oficina mecânica em sociedade com "Pipoca", que depois se tornaria mecânico nas pistas.
Competições

Diz que foi seu por muitos anos o recorde de volta para carreteras em Interlagos, recorde esse estabelecido num treino de "Mil Milhas Brasileiras".

Participou de corridas de moto, em todas as categorias, e em automóveis, nas categorias "Esporte", "Carretera", "Turismo Força Livre" além das fórmulas "Mecânica Nacional e Continental".

Em 1956, Antônio Carlos, recebeu o título de melhor esportista do ano, e foi muito comemorado pelo atleta. Na época um piloto era mais festejado por estar em evidência com participações em diversas provas do que por receber propriamente títulos.

As publicações da época destacavam qualidades do corredor como: evidência, coragem e eficiência.

Características que marcaram sua história no mundo das rodas, sejam elas de carros ou de motos.

Na categoria de carros, a premiação que ficou marcada em sua memória foi a da prova dos 1.000 km de Brasília, que ocorreu na época da inauguração de Brasília, uma competição de rua. O troféu tinha mais de 1,5 mt de altura. Apesar de vencer não recebeu o prêmio.

Em competição de moto, destaca o título de Campeão Brasileiro de 500 cc, diz que ficou guardado em seu coração. Lembrança essa que não escapa à memória, já que competiu de pé quebrado e na ocasião mandou fazer uma bota especialmente para a corrida. A faixa da premiação foi entregue há pouco ao piloto.

Aguiar, acompanha as competições de Fórmula 1 e Fórmula Indy, pela TV. E afirma que grande diferencial das corridas de hoje e das de sua época é a qualidade das máquinas e destaca também os bem cuidados autódromos.

Perguntado se mudaria algo em sua trajetória, o ex piloto afirma que compraria motos e carros bons para competição, que em sua época não tinha dinheiro para investimento.

Antonio, relembra corredores que fizeram sucesso como, Caio Marcondes Ferreira, o Luiz Pompeu Camargo (o Veludo), "Eles ousavam, compravam máquinas caras, contraíam dívidas, que nem sempre pagavam e depois encaravam as consequências, às vezes protesto mas nem ligavam", diz saudoso.

O ex atleta, dia que os fãs da velocidade não entendem que tudo depende da qualidade do carro. Julgam o piloto, sem saber dos problemas da máquina. O piloto precisa ser bom e ter bom motor para vencer.


Fonte: Motoecia.com.br

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Setor de motos disputa Prêmio Automotivo


Um dos setores mais competitivos de veículos no Ceará é o de motocicletas. Muitas marcas disputam clientes nas modalidades de consórcio, financiamento ou a vista.

Por isso, o Prêmio Automotivo é muito desejado por quem faz o segmento. Neste ano uma novidade. Além de escolher a Melhor Concessionária de Motos e a Melhor Marca, o leitor e internauta poderá votar na Motocicleta de sua preferência.

Nos últimos dois anos o setor de Duas Rodas passou a ser contemplado também no certame. Antes só os carros eram votados. Por três anos, algumas marcas foram escolhidas. Como Melhor Marca, a japonesa Honda venceu três vezes. Já como Melhor Concessionária, a Mil Motos Kasinski ganhou.

Mercado

Segundo dados divulgados pela Abraciclo Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares, foram comercializadas ao mercado interno (concessionárias), no primeiro trimestre do ano, 468.493 motocicletas, uma baixa de 7% em relação ao mesmo período de 2011(503.646). A produção nacional também apontou queda, registrando a fabricação de 509.545 unidades nos primeiros três meses deste ano, ante 533.082 no ano passado - baixa de 4%.

Na análise mensal, março registrou a comercialização de 164.688 veículos, baixa de 5% sobre o ano passado e alta de 11% em comparação com fevereiro. Apesar do aparente crescimento sobre o mês passado, as vendas diárias no período (7.486 unidades) ficaram abaixo das do período anterior (7.844 unidades).

Já as vendas para o consumidor final (emplacamentos) apresentaram um leve avanço, de 1%, entre janeiro e março de 2012 em comparação com os primeiros três meses de 2011. O crescimento moderado seria resultado do empenho das marcas em campanhas promocionais e facilidades nas vendas.

"A baixa qualidade de vendas, com redução da margem de lucro, evitou uma queda nos emplacamentos no período. Com a restrição ao crédito e o estoque elevado, as redes de concessionárias foram forçadas a recuar os preços e darem descontos", afirmou o Assessor da Presidência da Abraciclo, Moacyr Alberto Paes.

Deixaram as linhas de produção 179.451 motocicletas em março, 17% acima do total fabricado em fevereiro. Aqui também vale salientar que as vendas diárias do período (8.157) ficaram praticamente estáveis, apenas 1% superiores às do mês anterior.

Quando se fala em exportação, as vendas externas seguem em crescimento, apresentando uma recuperação em relação ao desempenho registrado em 2011. Com 22.473 unidades, as exportações no primeiro trimestre avançaram significativos 71% em relação ao ano anterior (13.170).

NÚMEROS

5 Brasil está entre os cinco maiores produtores de motocicletas do mundo. A frota nacional tem 18milhões e a produção é de 2 milhões de motos

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Veja dicas para a bateria da moto durar mais

A manutenção da bateria da moto não requer muito trabalho, mas, apesar disso, é importante ter em mente os cuidados necessários para a sua vida útil, o que a maioria só lembra no momento de uma pane. Segundo especialistas, as baterias de moto duram em média três anos, falando especificamente das seladas, ou livres de manutenção, que são as utilizadas pelas maiorias das motos atualmente. Nas baterias convencionais, destinadas principalmente para motos mais antigas, a durabilidade cai para 1 ano e meio.

A instalação de equipamentos, como alarmes e rastreadores, exige atenção porque eles podem causar a fuga de corrente. "Se isto ocorrer, a bateria pode não ter força suficiente para fazer a moto ligar", alerta Edson Esteves, professor de engenharia mecânica automobilística do Centro Universitário Fundação Educacional Inaciana (FEI). O engenheiro indica que a instalação seja feita somente em locais de confiança.


Outra dica é não deixar a moto parada por muito tempo, um problema para quem usa apenas aos fins de semana, por exemplo. "Se rodar, ao menos 5 km por dia, pode prolongar a vida útil da bateria para até quatro anos", acrescenta Esteves. O desuso e a rodagem por curtos períodos contribuem significativamente para o descarregamento da bateria, sobretudo das motos equipadas com alarmes e rastreadores, que acabam consumindo mais energia. "É importante não deixar a moto parada por uma semana que seja”, recomenda Rony Sousa, consultor de  concessionária em São Paulo.

Mesmo as motos que não têm tantos acessórios sofrem ao ficarem paradas. “Com mais de 3 meses sem uso, a bateria já começa a demonstrar sinais de fadiga”, diz Nelson Codonho, dono de loja e oficina especializada também na capital paulista.

Madeira no pé
Ele sugere o uso de um apoio de madeira ou borracha no "pezinho" que sustenta a moto quando parada. “Como a peça é de ferro e está em contato com o chão, cria-se uma corrente - como um fio terra -  e toda a energia da bateria é dissipada. Tomando este cuidado, ela pode durar até 6 meses sem ser utilizada, já que a peça de apoio isola a corrente que passa pelo pezinho da moto", explica Codonho.

Ainda há outro artifício para evitar fuga de corrente. "Se a moto ficar parada por muito tempo, você pode desconectar os cabos da bateria, impedindo que a energia seja perdida", aconselha  Esteves. Nesse caso, é importante saber a ordem da retirada dos cabos. “Primeiro, deve-se desconectar o cabo negativo e depois o positivo (protegido por uma capa de borracha), para que não haja um curto que prejudique os acessórios elétricos da moto. Na hora da montagem, é o inverso, primeiro o positivo e depois o negativo”, orienta o consultor Sousa

Outro problema que pode ser resolvido com a desconexão dos cabos é a oxidação (formação de zinabre) na zona dos terminais ou bornes (polos positivos e negativos). “Estes depósitos podem dificultar a passagem da corrente elétrica. Por isso, caso os bornes estejam oxidados, é necessário remover os cabos e limpá-los com água quente ou uma mistura de água com querosene”, recomenda Sousa.

Check-up periódico
No inverno e em períodos chuvosos a vigilância sobre a bateria deve ser redobrada. A baixa temperatura faz o motor exigir mais força da bateria para girá-lo, pois o óleo fica mais grosso. A umidade pode provocar curto, por exemplo, em lâmpadas, o que fará consumir a carga erroneamente.

Mesmo que não exista sinais de problemas na bateria, é válido examiná-la periodicamente. "Se a bateria tem mais de um ano ou vai utilizá-la em uma viagem longa, o ideal é fazer uma inspenção em uma oficina", diz o professor Esteves, da FEI. Oficinas especializadas possuem equipamentos específicos que medem a carga da energia da bateria e também verificam se existe fuga de corrente.

Se isso ocorrer, caso a bateria ainda esteja boa para uso, ela poderá receber uma carga elétrica. Se não houver solução, o recomendado é trocá-la. Os modelos convencionais custam em média R$ 110, enquanto a bateria selada tem valor em torno de R$ 150.

Baterias convencionais
Apesar de cada vez mais raras no mercado, algumas motos novas ainda são equipadas com baterias convencionais e requerem mais trabalho na manutenção. Elas precisam ser completadas com água destilada para manter a funcionalidade

De acordo com o especialista André Lorenz, deve-se levar a moto equipada com esse tipo de bateria a uma oficina de confiança para avaliação de carga e também para medir a densidade da solução que existe nela. “Examinar semanalmente o nível da água e, se necessário, completar com água destilada ou desmineralizada, sem ultrapassar o nível, é o principal cuidado com este tipo de bateria. Isso vai garantir uma vida útil prolongada", explica.

E se parar de funcionar?
Caso o motociclista tente ligar a moto e o sistema não funcione, os especialistas indicam que chame socorro mecânico ou realize a chamada "chupeta", conectando cabos especiais a uma bateria de outra moto que esteja em funcionamento.

Como nem todas motos possuem o pedal de partida mecânico, no momento de pane muitos utilizam o artifício do tranco, que, no entanto, só deve ser usado em último caso. "Não é recomendável, pois faz o processo contrário para o funcionamento do sistema e pode danificar a moto, principalmente as mais novas com injeção eletrônica", explica o engenheiro Sousa.


Fonte: Auto Esporte




terça-feira, 3 de abril de 2012

Os motivos de se manter a viseira sempre abaixada


O artigo 244 do Código Brasileiro de Trânsito é claro: pilotar uma motocicleta com viseira aberta e sem óculos de proteção é infração gravíssima, que resulta em multa, suspensão do direito de dirigir e apreensão da carteira de habilitação. Condutores flagrados com o acessório aberto são considerados pela legislação como se não estivessem usando capacete. Nos cinco primeiros meses deste ano, segundo dados do Detran, 767 perderam a carteira em Santos(SP) por essa infração. Em todo o ano de 2010, foram registradas 1.001 ocorrências.

Apesar da punição para muitos, o que se pelas ruas da cidade é um festival de desrespeito à legislação. O site Mundo Moto percorreu ruas de várias regiões da cidade e constatou que, pelo menos, 95% dos motociclistas usam o capacete com a viseira aberta ou sem os óculos de proteção. Para se livrar das sanções não vale a justificativa que se estava usando óculos de sol, por exemplo. Conforme a Resolução 203, quando o capacete não tem viseira é necessário usar óculos de proteção. “Entende-se por óculos de proteção aqueles que permitem ao usuário a utilização simultânea de óculos corretivos ou de sol. Fica proibido o uso de óculos de sol, óculos corretivos ou de segurança do trabalho (EPI) de forma singular em substituição aos óculos de proteção.”

A motociclista Fernanda Torres, 28 anos, trafegava com a viseira do capacete aberta pouco antes de parar a moto na Avenida Francisco Glicério. Perguntada se a prática era comum, a recepcionista disse que usa a viseira sempre fechada. No entanto, reconheceu que “às vezes” esquece. “Na correria do dia a dia, às vezes saio e esqueço, mas, assim que percebo, baixo a viseira para evitar que algo bata nos meus olhos.”
O enfermeiro Caíque Martins, 41 anos, também chegou ao mesmo estacionamento com a viseira levantada. Ele afirmou que sempre anda com o equipamento regularizado, pois quase ficou cego. “Uma vez bateu uma abelha no meu olho e quase cai da moto. O olho inchou muito”, contou.

O professor Márcio Filla, 49 anos, perdeu a carteira depois de ser multado por supostamente estar trafegando com a viseira aberta no fim do ano passado na Rua João Pessoa,no centro. Ele afirma que foi um equívoco do agente de trânsito, contudo, entregou a carteira, fez o curso de reciclagem e recuperou o direito de dirigir. “Conduzo motos desde os 18 anos e sei os riscos de andar com a viseira levantada. Nunca sofri acidentes, mas conheço uma pessoa que perdeu a córnea depois que um besouro bateu no olho.”


Fonte: Mundo Moto

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Antes prevista para entrar em vigor no primeiro dia de janeiro, a lei obriga que motos novas tenham placa de identificação maior e com película refletiida foi adiada pelo Contran ( conselho Nacional de Transito)para 1º  de abril deste ano. A partir desta data, passa a valer em todo o Brasil as novas medidas que alteram as características das placas das motos que circulam no País.
De acordo com o texto, publicado no Diário Oficial da União, as placas passam a ter o tamanho de 200mm (largura) x 170 mm (altura) , contra 187mmx136mm das especificações anteriores das especificações anteriores, um aumento de quase 34% na área da placa. Além disso, os caracteres aumentaram de 42mm para 53mm de altura. Somente tarjeta com a identificação da cidade não foi alterada. 

Segundo o Contran, as novas dimensões irão facilitar na fiscalização das motos. A resolução 372 prevê ainda que passa a ser obrigatório em todos os veículos emplacados a partir de 1º de janeiro de 2012 a aplicação de uma película reflexiva na placa, para melhorar sua visibilidade no caso de uma chuva ou neblina.
Entretanto, quem já tem a moto emplacada, não precisará trocar a placa por uma nos novos padrões.