
Imagine o que acontece com o corpo humano caso não
tenha sangue suficiente para fazê-lo funcionar. Pense ainda na possibilidade
deste mesmo corpo receber um sangue que não seja compatível com o seu.
Com certeza, caso uma dessas duas cenas ocorresse, o corpo humano em questão
ficaria seriamente comprometido e, inclusive, poderia parar de funcionar.
Podemos usar esse mesmo exemplo para falarmos do sangue da motocicleta, o óleo.
Este item tão importante para manter o bom funcionamento das motos é, por
vezes, substituído por um de baixa qualidade ou um inadequado para o modelo da
moto ou necessidade da engrenagem.
O mecânico Renato Gaeta explica que existem vários tipos de óleos. E cada um
deles é indicado para um modelo de motocicleta e seu componente. “O produto
correto tem de cumprir sua missão: a de ocupar o lugar entre as duas peças que
se movimentam na moto”.
Porém, muitos motociclistas não sabem direito qual óleo devem usar. “Isso
acontece porque o óleo é uma sopa de letrinhas e pode se tornar uma difícil
missão aos usuários, já que apresentam diferentes especificações, densidades e
tipos”, explica Gaeta.
Para começar, existem três normas que determinam a espessura do óleo: S
(Service),-- C (Comercial – motores a diesel) e G (Gear, engrenagem). Além
disso, os óleos seguem as normas determinadas por três países: Estados Unidos,
França e Japão. “O óleo mais utilizado é o com nomenclatura S. E ele não vem
sozinho. Está acompanhado de outras letras. Um óleo SC, por exemplo, tem mais
aditivos do que um SB”, explica Gaeta.
É importante ressaltar que quanto mais as motocicletas e seus motores evoluem,
mais os óleos têm de melhorar. Por isso, além de ter de acompanhar o
desenvolvimento das motos, os fabricantes têm de conhecer as necessidades de
cada modelo.
Hoje encontramos diversas nomenclaturas nos óleos. O 20W50, por exemplo,
significa que a densidade desse óleo é 20 e, quando esquenta, sobe para 50. “Quanto
mais moderno é o motor, mais moderno é o óleo. Ele tem de acompanhar. Por
exemplo, o 10W40 é mais fino, penetra muito melhor em lugares mais delicados”.
“Algumas motocicletas exigem três tipos de óleo no mesmo motor e isso deve ser
cumprido à risca”.
Gaeta explica também que hoje em dia o óleo com base mineral é o mais usado.
Mas o correto seria utilizar semissintético, pois apresenta um equilíbrio
melhor na questão dos aditivos.
É importante o motociclista saber que cada motor tem um óleo específico, um
sangue específico, e é necessário atender o que cada moto precisa. “A pior
coisa é economizar no óleo”, aconselha Gaeta. Antes de fazer a troca de óleo,
procure a especificação no manual do proprietário.
Fonte: Revista Anfamoto